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O bicampeonato brasileiro do Vasco ajudou um jogador a cravar seu nome na história. O volante Andrade conseguiu a façanha de conquistar seu quinto título nacional como jogador (fechando uma década com chave de ouro).

Após ter conquistado os Brasileiros de 1980, 1982 e 1983, e a Copa União de 1987 justamente com a camisa do Flamengo, ele desembarcou na Colina com o desafio de fazer a diferença no Cruz-Maltio.

– Eu vinha de uma passagem na Roma, na qual as coisas não aconteceram como eu esperava. O Vasco tinha montado uma grande equipe para aquele Brasileirão, e eu sabia que ia ser uma responsabilidade muito grande. Felizmente, consegui mais esta conquista maravilhosa – recorda-se, ao LANCE!, o jogador.

Seus primeiros passos com a camisa cruz-maltina foram bastante promissores. Na época, a equipe ainda estava sob o comando de Sérgio Cosme.

– Fizemos a excursão para Europa, na qual o Vasco venceu o Troféu Ramón de Carranza (o tricampeonato da equipe na competição aconteceu após um triunfo por 2 a 0 sobre o Nacional-URU, com gols de Sorato e Vivinho, na final). Depois, à medida que o Campeonato Brasileiro transcorreu, o grupo foi se encaixando, entendeu bem o que o Nelsinho (Rosa, treinador campeão brasileiro) pedia e deu tudo certo – disse.

Andrade foi titular em 12 das 19 partidas do Cruz-Maltino no Brasileirão, até que uma lesão afetou sua sequência de jogos na reta final da competição. Mas nada que causasse impacto na sua importância para o grupo.

– Ele foi um dos jogadores que mais nos ajudaram no dia a dia. Com a experiência de já ter conquistado títulos nacionais tantas vezes, trouxe tranquilidade ao elenco, em especial aos mais jovens. A gente teve muito sangue frio graças ao Andrade – acredita o também volante Zé do Carmo.

Não bastava ter pinta de campeão, como a “SeleVasco” demonstrou ter. Bons conselhos foram essenciais para que a caravela rumasse à esperada conquista.

‘EU TINHA DE PASSAR TODA MINHA VIVÊNCIA’, DIZ ANDRADE

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Andrade revelou que, ao desembarcar em São Januário, já sabia que estava ciente da missão de ser uma das referências para o grupo mesclado.

– Nesta minha passagem pelo Vasco, tive duas responsabilidades. Eu era um dos jogadores do elenco que já estavam acima dos 30 anos (tinha 32 quando foi campeão brasileiro pelo Cruz-Maltino). Além disto, vinha de outras conquistas – e, em seguida, detalhou como foi o desafio no decorrer da campanha:

– A gente teve um início de altos e baixos e, nesta hora, o grupo se uniu muito para não se preocupar com o fato de todos nos apontarem como candidatos ao título – completou.

Em seu período na Colina, Andrade também selou uma amizade com Zé do Carmo.

– Nunca nos vimos disputando vaga entre os titulares. O Zé é um grande amigo, bom marcador, nos ajudou muito – declarou.

Zé do Carmo mostra reciprocidade ao falar sobre seu antigo colega de Vasco, e destaca uma diferença no estilo de jogo de ambos.

– Olha,não me firmei como titular no lugar dele porque eu era mais bonito não (risos). Sempre fui muito marcador, mais voltado para força. Andrade é bem mais habilidoso que eu . Agora, o Andrade, além de ter sido meu colega de quarto, foi muito generoso com o elenco. Não só ele, como o Tita, o Tato, que passaram muita coisa para a gente – afirma.

DOS REENCONTROS NA COLINA AO ELENCO QUALIFICADO DO CRUZ-MALTINO

O volante Andrade é um dos jogadores que veem na mescla do elenco o fator primordial para o Vasco ter conquistado o bicampeonato brasileiro. E, inclusive, exalta que se sentiu mais à vontade em São Januário por um motivo.

– Ali pude reencontrar o Bebeto e o Tita, com quem havia jogado no Flamengo. Além disto, o time contava com jogadores vindos da base que tinham muito talento, como William, Bismarck e, ainda se reforçou bem. Chegaram o Quiñonez, o (Luiz Carlos) Winck… Foi montado um time-base sólido – detalha.

O volante exalta a marca pessoal, que ainda se estendeu à beira do gramado.

– Ah, conquistar um título nacional é sempre maravilhoso. Uma competição importante, tão difícil. Ainda mais por eu ter chegado a seis, cinco em campo e um como técnico (pelo Flamengo, em 2009). Não tem preço. Sou muito grato pelas emoções que tive no Vasco.

Andrade, que atuou no Cruz-Maltino até 1990, só teve seu feito em campo alcançado por outros dois jogadores (no formato das competições disputadas a partir de 1971). Zinho foi campeão da Copa União de 1987 e do Brasileiro de 1992 pelo Flamengo, deu a volta olímpica pelo Palmeirasem 1993 e 1994 e, em 2003, saboreou o título nacional pelo Cruzeiro.

Já Dagoberto conquistou o Brasileirão em 2001, pelo Athletico-PR, as edições de 2007 e 2008, pelo São Paulo, e levantou os troféus os 2013 e 2014, pelo Cruzeiro. Mas nenhum deles conseguiu a mesma façanha de Andrade: cinco títulos nacionais em uma só década. Algo que o bicampeonato brasileiro do Vasco proporcionou ao volante.

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